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Religiões do mundo

Tempo de leitura 22 minutos

As religiões mais conhecidas do mundo são islão, Hinduísmo, budismo, Judaísmo, Sikhismo, Fé Bahá'í, Daoismo, Confucionismo e Xintoísmoque são brevemente descritos a seguir.
Para além do cristianismo, que conta com cerca de 2,3 mil milhões de pessoas em todo o mundo, existem outras nove grandes religiões (por ordem numérica decrescente):

islão

O islão tem cerca de 1,9 mil milhões de seguidores em todo o mundo.

Isto significa que o islão a segunda maior religião do mundo. A maioria Muçulmanos vivem na Ásia, particularmente em países como a Indonésia, o Paquistão, a Índia, o Bangladesh, a Turquia e o Irão. Existem também grandes comunidades muçulmanas em África, no Médio Oriente e na Europa, bem como populações em crescimento na América do Norte e na Austrália.

O islão baseia-se nos ensinamentos do Profeta Muhammad e o livro sagrado Alcorão. Muçulmanos acreditam num único Deus, Aláe seguir o Cinco pilares do Islãoque representam práticas centrais de crença e ação. As duas maiores correntes da islão são os sunitas e o Xiitas.

O islão é uma religião monoteísta que enfatiza a crença num único Deus (Alá), nos profetas, no Corão, nos anjos e no Último Dia. Os cinco pilares da religião islão constituem a base da prática islâmica e incluem a profissão de fé, a oração, a esmola, o jejum e a peregrinação. Os islão atribui grande importância à moral, ao comportamento ético, à comunidade dos crentes e à responsabilidade de cada indivíduo perante Alá.

'1. Crença no Deus único (Alá)Monoteísmo (Tawhid): O islão é uma religião estritamente monoteísta. Os crentes na islão acreditam em Alá como o único Deus. Alá é o criador do universo, omnipotente, omnisciente e misericordioso. Não tem parceiros nem filhos. A crença em Alá é o princípio central da islão.
Unidade de Deus (Tawhid) significa que Alá é único na Sua essência, atributos e vontade e que nenhuma entidade ou deus pode ser adorado para além d'Ele.

2. Fé nos anjosOs muçulmanos acreditam nos anjos como seres divinos que servem Alá e executam determinadas tarefas. São invisíveis e não podem cometer pecados. Um dos anjos mais conhecidos é Jibril (Gabriel), que transmitiu as revelações de Alá aos profetas.

3. Crença nas escrituras sagradasO islão reconhece várias escrituras sagradas reveladas por Alá. As mais importantes são:
O CorãoA última e infalível palavra de Deus, que Maomé recebeu durante 23 anos através do anjo Gabriel. O Corão é o livro religioso central do islão e é considerada como a revelação final e perfeita.
O Taurate (a Tora), os Salmos (Zabur) e o Evangelho (Injil)Estes livros foram anteriormente revelados a profetas como Moisés, David e Jesus. O Alcorão considera que estas escrituras são verdadeiras, mas foram alteradas ao longo do tempo.

O Alcorão é a fonte mais importante da doutrina, da lei e dos valores morais islâmicos.

4. A fé nos profetasO islão ensina a crença nos profetas como transmissores da mensagem divina. Os muçulmanos acreditam que Alá enviou profetas a muitos povos ao longo dos séculos para proclamarem a sua mensagem.
O último e mais importante profeta da islão é Maomé, que é considerado o "selo dos profetas". É o último através do qual foi enviada a revelação final, o Corão. Outros profetas importantes na islão são Adão, Noé, Abraão, Moisés, David, Jesus e muitos outros.
Maomé é considerado o ser humano perfeito e o modelo para todos os muçulmanos. As suas palavras e actos são transmitidos nos hadiths, que constituem uma fonte importante para a prática islâmica.

5. Crença no Último Dia (Dia do Julgamento)Os muçulmanos acreditam num Último Dia em que todas as pessoas serão responsabilizadas por Alá pelos seus actos em vida. Nesse dia, o universo será destruído e todas as pessoas serão ressuscitadas. Cada pessoa será julgada pelas suas boas e más acções, e o julgamento final determinará se entrará no paraíso (Jannah) ou no inferno (Jahannam).
Os crentes que cumpriram o seu dever para com Alá encontrarão a alegria eterna no paraíso, enquanto os que negligenciaram os seus deveres podem ser punidos com o inferno.

6. Os cinco pilares do IslãoOs cinco pilares da islão são os deveres religiosos básicos que cada muçulmano deve cumprir para levar uma vida agradável a Deus. São eles:

  • Shahada (profissão de fé)A confissão de Alá como o único Deus e de Maomé como seu profeta. Diz: "Não há mais divindade além de Alá, e Maomé é o mensageiro de Alá."
  • Salada (oração)Os muçulmanos são obrigados a rezar cinco vezes por dia (Fajr, Dhuhr, Asr, Maghrib, Isha). Estas orações servem para ligar o crente a Alá e para lhe pedir orientação.
  • Zakat (esmolas)Os muçulmanos devem doar uma parte do seu rendimento para obras de caridade. O Zakat é uma contribuição obrigatória de 2,5 % do rendimento anual para ajudar os necessitados e promover a justiça social.
  • Sawm (jejum no Ramadão)Durante o mês do Ramadão, os muçulmanos são obrigados a jejuar do nascer ao pôr do sol. Abstêm-se de comer, beber, fumar e ter relações sexuais, a fim de se concentrarem na purificação espiritual e no autocontrolo.
  • Hajj (peregrinação a Meca)Todos os muçulmanos que sejam financeira e fisicamente capazes devem efetuar a peregrinação a Meca uma vez na vida. A Hajj é uma parte importante da fé islâmica e um sinal da unidade dos muçulmanos em todo o mundo.

7. O conceito de vontade de Alá (Qadar)Os muçulmanos acreditam no Qadar, que significa crença no destino divino. Tudo o que acontece no universo é determinado pela vontade de Alá. Ao mesmo tempo, as pessoas têm a liberdade de tomar decisões e de assumir a responsabilidade pelos seus actos.

8. A importância da comunidade (Umma)O islão sublinha a importância da comunidade (ummah) dos crentes. Os muçulmanos fazem parte de uma comunidade mundial que está unida pela crença comum em Alá e no Profeta Maomé. A Ummah obriga os crentes à solidariedade, ao apoio e à fraternidade.

9. A importância da moral e dos valores éticosO islão dá ênfase ao desenvolvimento de valores morais e éticos como a honestidade, a justiça, a compaixão, a modéstia e o respeito pelos outros. Os muçulmanos são encorajados a viver as suas vidas de acordo com os princípios do Corão e os ensinamentos do Profeta Maomé.
Há também numerosas regras relativas às relações interpessoais, como o tratamento dos pais, dos vizinhos, dos órfãos e dos pobres, bem como a importância do perdão e da misericórdia.

10. Jihad (A guerra santa)O termo jihad significa literalmente "esforço" ou "luta". Refere-se à luta espiritual e moral de um crente para se tornar uma pessoa melhor e cumprir a vontade de Alá. O termo é frequentemente mal interpretado e, em muitos contextos, é associado a actos violentos. No seu contexto original, jihad significa principalmente a luta interior contra o pecado e a busca de uma vida justa.

Hinduísmo

Cerca de 1,2 mil milhões de pessoas, principalmente na Índia e no Nepal, estão empenhadas na Hinduísmo.

O Hinduísmo é a terceira maior religião do mundo. A maioria dos Hinduístas vive na Índia, onde cerca de 80 % da população pertence a esta religião, bem como no Nepal, onde a Hinduísmo é a religião do Estado, e no Bangladesh, na Indonésia e noutros países do Sul da Ásia.

Existem também comunidades hindus significativas nos países ocidentais, sobretudo devido à migração, por exemplo, nos EUA, no Reino Unido, no Canadá, nas Fiji e nas Maurícias. Os Hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo e caracteriza-se por uma variedade de práticas, filosofias e tradições, sem uma estrutura uniforme ou uma escritura sagrada como na O cristianismo ou islão tem.

O Hinduísmo é uma tradição religiosa baseada numa filosofia espiritual profunda que enfatiza a busca da iluminação, a superação do sofrimento e a união com o divino. As suas crenças centrais incluem a ideia de Brahman como o deus supremo, Atman como a alma imortal, as leis do karma, o ciclo do samsara e o objetivo da libertação moksha. Além disso, a prática do ioga, a meditação e a adoração de divindades desempenham um papel central na vida quotidiana dos crentes.

1. Monoteísmo e politeísmoCrença no ser supremo (Brahman): O Hinduísmo acredita num princípio divino único, infinito e abrangente chamado Brahman, que constitui a base do universo. Brahman é visto como transcendente e imanente, ou seja, está para além de todas as formas e presente em tudo.
Diversas divindadesEmbora Brahman seja o princípio mais elevado, na prática é frequentemente adorado através de várias divindades que representam aspectos de Brahman. Estas divindades, tais como Brahma (o criador), Vishnu (o preservador), Shiva (o destruidor) e muitas outras, fazem parte da diversidade do Hinduísmo. Cada divindade tem a sua própria história, aspectos e formas de culto.

2. Atman (a alma imortal)No Hinduísmo cada ser humano é considerado como uma parte do Brahman infinito, e o verdadeiro ser humano é o Atman, a alma imortal. O Atman é divino e imperecível, não é afetado pelo nascimento e pela morte, mas está envolvido num ciclo eterno de renascimento (samsara).

3. Samsara e reencarnação: Samsara refere-se ao ciclo de nascimento, morte e renascimento. Os hindus acreditam que a alma renasce num novo corpo após a morte. Este renascimento depende do karma, as acções de um indivíduo na vida anterior. As boas acções conduzem a um melhor renascimento, enquanto as más acções conduzem a uma vida pior.
O objetivo final do hindu é escapar a este ciclo de samsara e alcançar moksha.

4. Karma e Dharma: Karma é a lei de causa e efeito. Afirma que cada ação - seja ela boa ou má - tem consequências que se manifestam na vida seguinte. O karma influencia a vida de uma pessoa e determina o seu renascimento.
Dharma refere-se aos deveres éticos e morais de um indivíduo que estão em harmonia com a ordem cósmica e as normas sociais. O dharma é individual e pode variar consoante a idade, o sexo, a profissão e o estatuto social.

5. Moksha (libertação): Moksha é o objetivo final do Hinduísmo e significa libertação do samsara, o ciclo de renascimento e sofrimento. Moksha é alcançado quando a alma compreende a sua verdadeira natureza e se une a Brahman. Isto acontece através da realização espiritual, da devoção, da meditação e do cumprimento dos princípios divinos.

6. As escrituras sagradas do hinduísmoO Hinduísmo tem uma infinidade de escrituras sagradas. As mais importantes são:

  • VedasOs textos mais antigos e mais sagrados da Hinduísmoque contêm hinos litúrgicos, orações e ensinamentos filosóficos.
  • UpanishadsEscritos filosóficos que proporcionam uma visão espiritual mais profunda sobre Brahman, Atman e a natureza da realidade.
  • Bhagavad GitaUma parte significativa do Mahabharata, uma obra épica que retrata um diálogo entre o príncipe Arjuna e o deus Krishna. O Bhagavad Gita aborda os temas do dharma, karma, bhakti (devoção) e moksha.
  • Ramayana e MahabharataDois grandes contos épicos que narram as histórias de Rama e Krishna e contêm importantes lições morais e filosóficas.

7. Ioga e meditaçãoO ioga é uma prática espiritual que visa a purificação do corpo e da mente, o controlo da própria mente e a realização espiritual. Existem diferentes tipos de ioga:

  • Hatha iogaExercícios físicos para promover a saúde e a clareza mental.
  • Karma iogaO caminho do serviço e da ação altruístas sem apego ao resultado.
  • Bhakti iogaO caminho da devoção e do culto ao divino.
  • Jñana YogaCaminho da sabedoria e da realização sobre o Eu e Brahman: O caminho da sabedoria e da realização sobre o Eu e Brahman.
  • Raja iogaO caminho real, que inclui a meditação e a disciplina espiritual.
  • A meditação é uma parte central do ioga e da vida espiritual para acalmar a mente e experimentar o eu superior.

8. O sistema de castas (sistema Varna)O sistema de castas, também conhecido como sistema varna, divide a sociedade em quatro categorias principais ou "varnas":

  • Brâmanes (Sacerdotes e académicos)
  • Kshatriyas (Guerreiros e governantes)
  • Vaishyas (Comerciantes e agricultores)
  • Shudras (operários e empregados)
  • No entanto, esta categorização não é incontroversa na prática moderna e conduziu a injustiças sociais, nomeadamente sob a forma de discriminação contra os Dalits (anteriormente "intocáveis").

9. Festas e rituaisO Hinduísmo inclui uma variedade de festivais e rituais que são celebrados em diferentes regiões e comunidades. Alguns dos festivais mais conhecidos são:

  • DiwaliA Festa das Luzes, que celebra a vitória da luz sobre as trevas e do bem sobre o mal.
  • HoliA festa primaveril das cores, que celebra o amor entre Krishna e Radha e simboliza a alegria de viver.
  • NavaratriUm festival de nove dias dedicado à deusa Durga, que celebra a vitória do bem sobre o mal.
  • Os rituais e as cerimónias são frequentemente importantes na HinduísmoOs acontecimentos mais importantes da vida são os pujas (adoração) das divindades, a adoração dos antepassados e os festivais associados a acontecimentos importantes da vida, como o nascimento, o casamento e a morte.

10. Diversidade e tolerânciaO Hinduísmo é conhecida pela sua diversidade de tradições, filosofias e práticas. Dá ênfase à tolerância em relação às diferentes fés e promove a ideia de que existem muitos caminhos para a iluminação e a compreensão do divino.

budismo

Dem budismo são atribuídos a cerca de 520 milhões de pessoas.

O maior número de Budistas vive na Ásia, em especial em países como a China, a Tailândia, o Vietname, Myanmar, o Sri Lanka, o Camboja, o Japão, a Coreia e o Tibete.

O budismo é uma religião muito diversificada que é praticada em várias tradições. As correntes mais importantes são as seguintes Budismo Theravadaque é particularmente comum no Sudeste Asiático, a Budismo Mahayanaque é dominante na Ásia Oriental (incluindo a China, o Japão e a Coreia), e o Vajrayana-budismoque é praticado sobretudo no Tibete e nas regiões dos Himalaias.

Embora o budismo está particularmente difundido na Ásia, mas também há cada vez mais Comunidades budistas nos países ocidentais, que estão a ganhar cada vez mais adeptos.

O budismo é uma prática espiritual que enfatiza o caminho para a iluminação através da superação do sofrimento e do desenvolvimento da sabedoria, da compaixão e da atenção plena. As crenças fundamentais incluem a compreensão do sofrimento e das suas causas, a prática do Nobre Caminho Óctuplo, o conceito de impermanência e não-eu, e a procura do nirvana - o estado de libertação e paz interior.

1. As Quatro Nobres Verdades: As Quatro Nobres Verdades são o conceito fundamental da budismo e constituem a base de toda a prática:

  • A verdade do sofrimento (Dukkha)A vida está inerentemente associada ao sofrimento e à insatisfação, quer se trate de sofrimento físico ou psicológico. Tudo na vida é transitório, e mesmo as experiências agradáveis são acompanhadas de sofrimento porque são, em última análise, impermanentes.
  • A verdade sobre a origem do sofrimento (Samudaya)O sofrimento surge do desejo (tanha), do apego e da ignorância. Estes desejos e apegos levam à ânsia e ao apego a coisas que não são permanentes, o que, por sua vez, cria sofrimento.
  • A verdade da cessação do sofrimento (Nirodha)Existe um estado em que o sofrimento é superado. Este estado é o nirvana, o fim definitivo do sofrimento, que se alcança abandonando os desejos e apegos.
  • A Verdade do Caminho para a Cessação do Sofrimento (Magga)O caminho para a cessação do sofrimento é o Nobre Caminho Óctuplo, que engloba uma série de disciplinas éticas e práticas.

2. O Nobre Caminho ÓctuploO Nobre Caminho Óctuplo é o caminho para superar o sofrimento e alcançar a iluminação. Ele inclui:

  • Vista direita (Sabedoria): A visão correta da natureza da realidade, especialmente das Quatro Nobres Verdades.
  • Intenção correta (sabedoria): Uma atitude de compaixão, altruísmo e a intenção de superar o sofrimento.
  • Discurso correto (ética): Comunicação honesta, benevolente e construtiva.
  • Ação correta (Ética): Comportamento ético que está em conformidade com os princípios morais, como evitar matar, roubar e ter um comportamento incivil.
  • Modo de vida correto (ética): Uma vida que segue princípios éticos e não se envolve em actividades prejudiciais.
  • Esforço correto (meditação): O esforço para evitar pensamentos nocivos e desenvolver qualidades positivas.
  • Atenção correta (meditação): Atenção plena e consciência em cada ação e no momento.
  • Concentração correta (Meditação): A prática da meditação para atingir um estado de calma interior e discernimento.

3. O conceito de anatta (não-eu)No budismo existe o conceito de anatta, o "não-eu" ou "não-eu". Isto significa que não existe um "eu" ou "self" permanente e imutável. Tudo o que percepcionamos como "eu" - os nossos corpos, pensamentos e emoções - é impermanente e consiste apenas num fluxo de experiências. Agarrarmo-nos à ideia de um "eu" fixo é a fonte de grande parte do nosso sofrimento.

4. O conceito de transitoriedade (Anicca)Anicca significa "transitoriedade". Tudo na vida está num constante estado de fluxo - nada permanece o mesmo para sempre. Tudo o que existe está sujeito a um processo constante de mudança. Esta constatação conduz à perceção de que agarrarmo-nos a coisas que são transitórias causa sofrimento.

5. Carma e renascimentoO karma é a lei de causa e efeito. Afirma que todas as acções - sejam elas físicas, verbais ou mentais - têm consequências. As boas acções conduzem a resultados positivos, enquanto as acções prejudiciais conduzem a karma negativo, que por sua vez pode causar sofrimento futuro.
O renascimento é outro conceito central no budismo. Não se trata de uma alma imortal, mas do fluxo contínuo de energias cármicas que determinam o renascimento numa nova vida. O objetivo é ultrapassar o ciclo de renascimento (samsara) e alcançar o nirvana, um estado de libertação.

6. Nirvana (iluminação)O nirvana é o destino final do budismo. É o estado de iluminação, libertação do samsara (o ciclo de nascimento, morte e renascimento) e do sofrimento. Nirvana significa o abandono completo do apego, desejo e ignorância e a obtenção de paz interior e sabedoria.

7. Compaixão (Karuna) e sabedoria (Prajna)Compaixão (Karuna) é um valor central na budismo. Trata-se de reconhecer o sofrimento dos outros e trabalhar para o seu bem. A sabedoria (prajna) é o discernimento da verdadeira natureza da realidade, a compreensão da impermanência e da vacuidade de todas as coisas.

8. Meditação e atenção plenaA meditação é uma prática essencial no budismo. Serve para desenvolver a atenção plena, a concentração e a sabedoria. Várias práticas de meditação, como vipassana (meditação de insight) e samatha (calma), são usadas para acalmar a mente, aguçar a consciência e obter uma visão mais profunda da verdadeira natureza das coisas.

9. Os Cinco Silas (Ética)O Cinco Silas são mandamentos éticos fundamentais que devem ser seguidos na vida quotidiana:

  • Não matarRespeito por toda a vida e evitar a violência.
  • Não roubarHonestidade e respeito pelos bens dos outros.
  • Não há má conduta sexualRespeito e responsabilidade no tratamento das relações.
  • Não mentir: A verdade na comunicação.
  • Sem intoxicaçãoEvite drogas ou álcool, que toldam a mente e prejudicam a atenção.

Judaísmo

O Judaísmo é conhecido por cerca de 15 milhões de pessoas.

O maior Comunidade judaica vive em Israel, onde cerca de 6,9 milhões de Judeus seguidos pelos Estados Unidos, que têm o segundo maior População judaica com cerca de 5,7 milhões de pessoas. Outros importantes Comunidades judaicas existem em países como a França, o Canadá, o Reino Unido e a Argentina.

O Judaísmo é uma das mais antigas religiões monoteístas do mundo e baseia-se nos escritos sagrados da Tora. É simultaneamente uma religião e uma identidade cultural que está fortemente ligada à história e às tradições da Povo judeu está ligado.

1. MonoteísmoA crença central da Judaísmo é o monoteísmo, a crença num Deus único, omnipotente, omnisciente e invisível. Este Deus, chamado YHWH (Javé), é o criador do universo e a fonte de toda a vida. Ele é eterno e imutável.

2. A aliança entre Deus e o povo de IsraelO Judaísmo baseia-se numa aliança entre Deus e o povo de Israel. Esta aliança foi feita primeiro com Abraão, que é considerado o pai do povo judeu. Mais tarde, a aliança foi renovada com Moisés, quando este tirou o povo de Israel da escravatura no Egito e lhe deu a Torah (lei).
A aliança obriga o povo judeu a obedecer aos mandamentos de Deus e, em troca, Deus promete proteger e abençoar o povo.

3. A Torá e os mandamentos: A Torá é o texto sagrado do Judaísmo e compreende os primeiros cinco livros da Bíblia (Génesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronómio). Contém tanto narrativas históricas como as leis que regem a vida e a prática religiosa dos judeus.
A Torá contém 613 mandamentos (mitzvot) que regulam o comportamento dos crentes. Estes incluem regras religiosas e morais e dizem respeito à vida quotidiana, como as regras dietéticas (kosher), a oração, o Sabbath e os feriados.

4. O conceito de bem e de malNo Judaísmo é a ideia de que as pessoas são dotadas de livre arbítrio e podem, portanto, escolher entre o bem e o mal. Tikkun Olam (melhoria do mundo) é um princípio que enfatiza a responsabilidade de fazer o bem e melhorar a vida, tanto para o indivíduo como para a sociedade.

5. O significado do MessiasO Judaísmo acredita na vinda futura de um Messias, um salvador que trará paz à terra, conduzirá o povo judeu de volta à Terra Prometida e levará o mundo a um tempo de prosperidade e justiça. No entanto, o Messias ainda não chegou e não é considerado uma figura divina, como acontece no cristianismo.

6. Vida após a morteAs opiniões sobre a vida após a morte são muito diferentes nos Judaísmo diversos. Não existe um conceito único, mas muitos judeus acreditam nalguma forma de ressurreição dos mortos e num Juízo Final em que cada pessoa é responsabilizada pela sua vida. Algumas correntes judaicas dão ênfase ao conceito de recompensa e castigo na vida após a morte, enquanto outras se concentram mais na vida atual.

7. Lugares sagrados e rituais: Para os lugares sagrados mais importantes da Judaísmo inclui a terra de Israel, em particular Jerusalém e o Monte do Templo, que é considerado o local onde se situava o Templo nos tempos antigos. O Judaísmo salienta a importância do Sabbath (Shabbat), o dia de descanso semanal que começa na sexta-feira à noite e termina no sábado à noite Outros feriados judaicos importantes são a Páscoa (Pessach), o Yom Kippur (Dia da Expiação), o Sukkot (Festa dos Tabernáculos) e o Shavuot (Festa das Semanas), que comemoram acontecimentos importantes da história judaica e envolvem certos rituais religiosos.

8. Crença na justiça e no direitoO Judaísmo dá grande ênfase à justiça, à igualdade e à responsabilidade social. Muitos dos mandamentos dizem respeito à forma como as pessoas se devem tratar umas às outras, por exemplo, através do mandamento de amar o próximo (Hessed) e da obrigação de cuidar dos pobres e dos necessitados.

9. Ética e moralOs ensinamentos éticos do Judaísmo incluem uma ênfase na honestidade, justiça, perdão, misericórdia e respeito pela vida. Shalom (paz) é um conceito central que desempenha um papel importante tanto nas relações interpessoais como na nossa relação com Deus e com o mundo.

10. A comunidade judaicaO Judaísmo atribui grande importância à comunidade (kehilla). A comunidade judaica desempenha um papel importante na vida religiosa, uma vez que as orações, as festas e os rituais comuns reforçam os laços entre os crentes e acompanham as vidas individuais.

11. Halacha - A lei judaicaA Halacha é a lei judaica que consiste na Torah, nas tradições orais (Talmud e Mishnah) e nas decisões rabínicas posteriores. Regula não só as práticas religiosas, mas também a vida quotidiana, incluindo os hábitos alimentares, o vestuário, o casamento, o trabalho e a responsabilidade social.

Sikhismo

Cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente na Índia.

A maior parte deles vive na Índia, particularmente no estado de Punjabque é considerado o centro espiritual da Sikhismo aplica-se. O Sikhismo foi fundada no século XV por Guru Nanak e os outros nove gurus que o seguiram, e sublinha a unidade de Deus, a igualdade de todas as pessoas e uma vida de serviço aos outros.

Embora o Sikhismo predominantemente na Índia, há também um número significativo de Comunidades Sikh em países como o Reino Unido, o Canadá, os EUA, a Malásia e a Austrália, devido à migração e à difusão global da religião. O Sikhismo é uma religião monoteísta que combina fé, meditação e responsabilidade social na sua prática.

  1. MonoteísmoO Sikhismo acredita num Deus único e indivisível, que é referido como "Waheguru". Deus é o criador do universo, omnipotente, omnisciente e omnipresente. Ele está para além do tempo e do espaço e é inimaginável, mas reconhecível através da sua criação.
  2. Guru Granth Sahib como o Guru vivoA escritura sagrada dos Sikhs, o Guru Granth Sahibé venerado como o último e eterno guru. Após a morte do décimo guru, Guru Gobind Singh, este declarou que a escritura sagrada era o guia espiritual supremo que continha a sabedoria e o conhecimento de todos os gurus.
  3. Crença na reencarnaçãoOs Sikhs acreditam no renascimento da alma (reencarnação) e que o objetivo final é a união com Deus. A alma passa por muitas vidas com base na lei do karma - as acções de um indivíduo. As boas acções conduzem a uma vida melhor, enquanto as más acções conduzem a um estado inferior.
  4. O caminho para a união com DeusOs Sikhs esforçam-se por alcançar a união direta com Deus através da devoção a Deus, da meditação no nome divino (Nam Japna), da ação correta (Dharma) e do apoio aos necessitados. O objetivo espiritual é libertar-se do ciclo da reencarnação.
  5. Crença no seva (serviço altruísta)O Sikhismo atribui grande importância ao serviço altruísta aos outros (seva). Os Sikhs devem ajudar as outras pessoas, especialmente as necessitadas, independentemente da sua religião ou origem. Este princípio dá ênfase ao altruísmo e ao bem comum.
  6. Igualdade e fraternidadeO Sikhismo prega a igualdade de todas as pessoas, independentemente da sua raça, género ou estatuto social. Todas as pessoas são iguais perante Deus e não existem diferenças hierárquicas. Mulheres e homens têm a mesma dignidade e responsabilidade espiritual.
  7. Rejeição de rituais e superstições: Sikhismo rejeita os rituais vazios e a superstição. A adoração deve ser feita de uma forma simples e autêntica, sem recorrer a rituais externos ou práticas mágicas. A fé deve consistir na devoção e na ação de acordo com a moral e a justiça divinas.
  8. Cinco C's (Os cinco símbolos da fé)Sikhs que, numa determinada altura das suas vidas, se tornaram Sikhismo Os cinco símbolos (os chamados "cinco C") são utilizados para identificar as cinco profissões:
    • Kesh (cabelo): Cabelo comprido, inalterado, que simboliza a aceitação da vontade divina.
    • Kangha (pente): Pente para pentear o cabelo, simbolizando a pureza.
    • Kara (pulseira de ferro): Uma pulseira feita de aço que nos recorda a nossa ligação eterna a Deus.
    • Kachera (Calças compridas): Uma peça de vestuário que simboliza a pureza e o autocontrolo.
    • Kirpan (espada): Uma pequena espada que simboliza a proteção da verdade e da justiça e a vontade de defender os oprimidos.
  9. Comunidade Sikh e SangatA fé sublinha a importância da comunidade (sangat) e da oração comunitária. O culto comunitário, no qual é recitado o Guru Granth Sahib, é uma parte central da vida de fé.
  10. Cinco virtudesOs Sikhs esforçam-se por realizar cinco virtudes nas suas vidas:
    • Sat (verdade): Verdade em pensamento, palavra e ação.
    • Santokh (obediência e contentamento)Satisfação com o que se tem.
    • Daya (compaixão e misericórdia)Compaixão por todos os seres vivos.
    • Dhan (prosperidade e generosidade)Dar e partilhar com os outros.
    • Nimrata (humildade)Modéstia e humildade no trato com os outros.

Fé Bahá'í

7 milhões de pessoas dependem do Fé Bahá'í para.

O Comunidade bahá'í é uma das religiões mundiais com crescimento mais rápido e está representada em mais de 200 países e territórios. A maior Comunidades bahá'ís estão localizados em países como a Índia, o Irão e África.

O Fé Bahá'í é uma religião monoteísta que foi fundada no século XIX por Bahá'u'lláh (1817-1892) foi fundada. A sua ênfase é colocada na unidade da humanidade, na crença num Deus único e nos princípios da justiça, da paz e da igualdade. A Religião Bahá'í tem por objetivo promover o desenvolvimento espiritual e social da humanidade e permitir a construção de uma comunidade global.

  1. MonoteísmoOs bahá'ís acreditam num Deus único que é o Criador do universo e é insondável na Sua essência. No entanto, Deus revela-se em várias revelações religiosas que foram transmitidas ao longo da história por vários profetas, como Abraão, Moisés, Jesus, Maomé e, finalmente, Bahá'u'lláh.
  2. Unidade da humanidadeUm princípio central do Fé Bahá'í é a convicção de que todas as pessoas são iguais, independentemente da sua raça, etnia ou origem cultural. Sublinha que a humanidade forma uma unidade única e inseparável.
  3. Unidade das religiõesOs bahá'ís ensinam que todas as principais religiões do mundo têm origem no mesmo Deus e que as diferenças entre elas se devem apenas a diferentes contextos históricos e culturais. As religiões são vistas como diferentes capítulos de um plano divino.
  4. Bahá'u'lláh como o mais recente Manifesto de DeusOs bahá'ís acreditam que Bahá'u'lláh é o mais recente Profeta ou Manifesto de Deus e trouxe a mensagem de paz, unidade e justiça que é relevante para os dias de hoje.
  5. Liberdade e responsabilidadeA Fé sublinha a importância da livre escolha e do sentido de responsabilidade pessoal. Os bahá'ís devem contribuir ativamente para tornar o mundo um lugar melhor, vivendo virtudes como a verdade, a justiça, o amor e o respeito por todas as pessoas.
  6. Proibição de discriminaçãoOs bahá'ís rejeitam todas as formas de discriminação, seja com base no género, raça, classe, religião ou nacionalidade. As mulheres e os homens devem ter direitos iguais e a promoção da igualdade de género é uma parte importante da Fé.
  7. Paz mundial e cooperação internacionalO Fé Bahá'í está empenhada na paz mundial, na cooperação internacional e na criação de uma sociedade global baseada na justiça e na unidade.
  8. Vida após a morteOs bahá'ís acreditam numa vida após a morte em que a alma continua a existir e está num estado perpétuo de desenvolvimento espiritual. As experiências desta vida influenciam o estado da alma na vida após a morte.
  9. Unidade da ciência e da religiãoOs bahá'ís acreditam que a ciência e a religião são duas formas complementares de procurar a verdade. Ambas devem trabalhar em conjunto e harmoniosamente para promover o bem-estar da humanidade.

Estes princípios podem ser encontrados nos escritos de Bahá'u'lláh e os líderes bahá'ís posteriores. Os Fé Bahá'í apela aos seguidores para que trabalhem ativamente para a melhoria do mundo e promovam um espírito de unidade, paz e cooperação.

Daoismo

Para o Daoismo (também Taoísmo O grupo é composto por 12 milhões de pessoas, principalmente na China, mas também em todo o mundo.

O Daoismo está profundamente enraizada na cultura e nas práticas religiosas do país. É entendida tanto como uma tradição religiosa como um sistema filosófico. O Daoismo engloba uma variedade de crenças e práticas, algumas das quais se centram em rituais, meditação e adoração de divindades, enquanto outras enfatizam aspectos mais filosóficos da vida, como se encontra nos escritos dos Dao De Jing de Laozi e os ensinamentos de Zhuangzi são encontrados.

Muitas pessoas na China, em Taiwan e noutras partes da Ásia Oriental que praticam o taoísmo podem não o considerar uma "religião" no sentido ocidental, mas sim parte das suas tradições culturais e da sua prática espiritual. Existem também comunidades noutros países com diásporas chinesas que praticam rituais e princípios daoistas.

Confucionismo

O Confucionismo é praticado por cerca de 6 ... 7 milhões de pessoas, principalmente na China, Coreia do Sul, Japão, Vietname e Taiwan.

O Confucionismo é entendida, antes de mais, como uma tradição filosófica e ética. Nestes países Confucionismo muitas vezes não é uma religião no sentido tradicional, mas sim um modo de vida e um sistema moral que molda o comportamento social, as estruturas familiares e a política governamental.

Na China, onde o Confucionismo Historicamente enraizada, é frequentemente considerada como uma base cultural, mesmo que nem todos os que seguem os valores confucionistas se considerem "seguidores" da fé confucionista. Confucionismo no sentido religioso. Por conseguinte, é difícil determinar o número exato de "seguidores" da Confucionismo pois muitas pessoas integram os ensinamentos de Confúcio na sua vida quotidiana sem os definirem como uma religião.

O Confucionismo é uma tradição ética e filosófica que se baseia fortemente na promoção do comportamento moral, da harmonia social e da responsabilidade familiar. Através dos conceitos de humanidade (Ren), Ritual (Li), obrigação de ramo (Xiao) e o ideal do homem nobre (Junzi) o Confucionismo para uma sociedade justa e bem organizada, na qual cada um assume a sua responsabilidade pelo bem-estar da comunidade e pela ordem do universo.

  1. Humanidade (Ren): Ren é o conceito ético central na Confucionismo e é frequentemente traduzido como "humanidade" ou "compaixão". Significa praticar a forma mais profunda de bondade e compaixão interpessoal. Ren implica a capacidade de compreender os sentimentos e as necessidades dos outros e de atuar em conformidade. É o núcleo moral do Confucionismo e diz respeito à forma como as pessoas devem interagir umas com as outras.
  2. Rituais e respeito (Li): Li refere-se a rituais, cerimónias e ao cumprimento correto das normas e deveres sociais. Não se trata apenas de rituais religiosos, mas também de um comportamento social geral que promove a harmonia na sociedade. Li inclui o respeito pelas pessoas mais velhas, pelos antepassados e pela hierarquia no seio da família e da sociedade. O respeito pelos Li-Normas é vista como necessária para manter a ordem social.
  3. Responsabilidade e virtude (Xiao): Xiao é o dever filial e sublinha a importância do respeito e da reverência para com os pais e os antepassados. Na filosofia confucionista, é considerado a virtude mais fundamental. Engloba tanto o cuidado dos pais na velhice como a recordação sincera e a veneração dos antepassados. A família está no centro da vida social e moral, e a relação com os pais e os antepassados é vista como a base para a construção de uma sociedade harmoniosa.
  4. Equilíbrio e harmoniaO Confucionismo procura uma sociedade harmoniosa em que todos os membros conheçam e cumpram os seus deveres sociais. O equilíbrio e a ordem são princípios centrais que devem ser realizados tanto a nível pessoal como social. A harmonia é o estado em que todas as pessoas cumprem as suas responsabilidades no seu papel na sociedade, mantendo um equilíbrio entre a liberdade individual e a ordem social.
  5. O Homem Nobre (Junzi)O Junzi (o "homem nobre" ou "homem bom") é um ideal no Confucionismo. Denota alguém que encarna a integridade moral e a virtude num grau elevado. O Junzi esforça-se por ser uma fonte de sabedoria moral e de influência e serve de modelo para os outros. Não actua por interesse próprio, mas de acordo com os princípios de Ren (humanidade), Li (ritual e respeito) e Xiao (obrigação de ramo).
  6. Educação e sabedoriaA educação desempenha um papel central na Confucionismo. A aquisição de conhecimentos e a busca da sabedoria são importantes tanto para promover o próprio desenvolvimento moral como para criar uma sociedade melhor. Confúcio sublinhou a importância da educação como um caminho para o auto-aperfeiçoamento e como uma forma de adquirir sabedoria e princípios éticos.
  7. Harmonia entre o céu e o homemNo Confucionismo a relação entre o homem e o céu (Tian) é tematizado. Tian não é entendido como um deus, mas como uma força ou princípio cósmico que representa a ordem e a moralidade no universo. O homem deve viver em harmonia com Tian, o que significa seguir os seus deveres morais e a ordem social correta.
  8. Igualdade e justiçaEmbora Confucionismo Ao mesmo tempo que reconhece as hierarquias e os papéis sociais, sublinha também a importância da justiça e da igualdade na sociedade. Espera-se que os governantes zelem pelo bem-estar do seu povo e governem de forma justa e moral. O Confucionismo promove a ideia de que todos têm a oportunidade de melhorar a sua moral, independentemente do seu estatuto social.
  9. O "Caminho Dourado" (Zhongyong)O Zhongyong (o "centro" ou o "caminho dourado") descreve a busca de uma vida equilibrada. Trata-se de evitar os extremos e encontrar um meio-termo. Esta ideia reflecte-se na noção de que as pessoas devem manter a moderação em todas as coisas, a fim de preservar a harmonia interior e a ordem exterior.

Xintoísmo

Para o Xintoísmo são professados por cerca de 3 ... 4 milhões de pessoas, principalmente no Japão.

Muitas pessoas no Japão praticam rituais xintoístas sem necessariamente se reconhecerem completamente como "Xintoístas", uma vez que o Xintoísmo está frequentemente entrelaçada com as tradições culturais e as festas quotidianas.

Embora o Xintoísmo Embora a comunidade japonesa domine no Japão, existem também comunidades mais pequenas e praticantes noutras partes do mundo, especialmente em regiões com diásporas japonesas. O Xintoísmo no entanto, não é uma religião evangelística e, por isso, não tem uma difusão significativa fora do Japão.

O Xintoísmo é a religião indígena do Japão e engloba uma variedade de crenças e práticas centradas no culto de Kami (seres espirituais ou deuses) e a ligação com a natureza e os antepassados. É uma religião politeísta que não tem um dogma fixo ou uma escritura sagrada no sentido tradicional. Eis as crenças essenciais da religião Xintoísmo:

  1. Kami: Kami são os seres espirituais centrais na Xintoísmo. Podem ser entendidos como deuses, espíritos, antepassados ou forças naturais como as montanhas, os rios, as árvores e os animais. Kami representam o divino e estão presentes em todos os seres vivos e na natureza. Não são necessariamente sobrenaturais no sentido clássico, mas são uma expressão da energia criativa ou sagrada que actua no mundo.
  2. Harmonia com a naturezaO Xintoísmo coloca grande ênfase na harmonia com a natureza e no respeito pelo mundo natural. Acredita-se que os seres humanos vivem em estreita ligação com a natureza, e o culto da natureza e dos seus elementos é uma parte central da Rituais xintoístas. Muitos santuários xintoístas (as casas dos kami) são construídos em locais da natureza, como florestas, rios ou montanhas.
  3. purezaNo Xintoísmo A pureza é um conceito importante. A poluição e a impureza (tanto física como espiritual) são consideradas prejudiciais para a relação com os kami. Os rituais de purificação, como a lavagem das mãos e da boca (por exemplo, antes de entrar num santuário), são, por isso, práticas comuns. A pureza é também vista como uma forma de preservar a salvação da alma e de viver em harmonia com os kami.
  4. Culto dos antepassadosNo Xintoísmo há um forte enfoque no culto dos antepassados. Os antepassados são venerados como kami que protegem o bem-estar da família e do agregado familiar. O culto dos antepassados faz parte de muitos Rituais xintoístasespecialmente sob a forma de cerimónias de altar e de orações pedindo a proteção e a bênção dos antepassados.
  5. Rituais e festasO Xintoísmo salienta a importância dos actos rituais e dos festivais para obter a boa vontade dos kami e fortalecer a comunidade. Estes rituais incluem orações, oferendas, danças e festivais que se realizam em diferentes alturas do ano. Um exemplo bem conhecido é o festival de Ano Novo (Shogatsu), que é celebrado com cerimónias no Santuários xintoístas é celebrado.
  6. Nenhuma profissão de fé firmeO Xintoísmo não tem um credo fixo ou uma escritura sagrada, como existe noutras religiões. Em vez disso, são os rituais que caracterizam a prática religiosa e as experiências dos crentes que constituem a fé. Xintoísmo é frequentemente vista como uma religião prática que dá ênfase aos actos e à prática religiosa.
  7. Kami na vida quotidianaOs kami não se encontram apenas em locais religiosos, mas também na vida quotidiana. Santuários xintoístas existem em todo o Japão e muitas pessoas rezam para obter proteção, saúde e felicidade. Muitas casas têm um pequeno altar para venerar os kami, e há rituais para eventos importantes da vida, como nascimentos, casamentos e morte.
  8. Não existe o conceito de redençãoAo contrário do que acontece em muitas religiões ocidentais, não existe tal coisa na Xintoísmo não existe um conceito concreto de salvação ou de vida após a morte. Em vez disso, o foco é uma vida em harmonia com a natureza e a Kami e uma boa vida no aqui e agora. A longevidade e a conquista da felicidade são vistas como uma recompensa por respeitar o Kami e para a vida em pureza.

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